Se vivo, Caio Fernando Abreu faria 71 anos. Lya Luft, amiga de Caio desde a época em que o autor ainda vivia em Porto Alegre, umas das últimas a falar com ele. “Falamos ao telefone dias antes de sua morte a pedido dele. Quis falar sobre a morte”, ela relembra. “E um pouco antes dessa última hospitalização, estávamos jantando com um amigo comum e, de repente, ele pegou minha mão e disse com simplicidade: ‘

“Eu que sempre fui um suicida, agora que vou morrer, como eu amo a vida’.”images

Para Lya, o amigo representou um marco na “literatura desesperada, sofrida, irônica e sombria, e brilhantemente corajosa”.

Frases de CFA 👇❤️

“Suei, gritei. Todo mundo quieto em volta. Aí resolvi calar a boca. Afinal, como na fábula do lobo e do cordeiro: contra a força não há argumentos.”
in: Carta a Nair Abreu)

Não acho bonito que a gente se disperse assim, só isso. Encontre, desencontre e nada mais, nunca mais, é urbano demais.
Peça teatral
Porto Alegre, 10 de Agosto de 1985

Parem o mundo que eu quero descer. Só um pouquinho, não vai atrapalhar ninguém. Deixa eu descer do mundo que tá duro demais.”
in Um prato de lentilhas – A Vida gritando nos cantos.

Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia.
In: Os sobreviventes, Morangos Mofado.

CFA, vive!!! 🌹🙏👏👏👏👏

Nascimento: 12 de setembro de 1948, Santiago, Rio Grande do Sul
Falecimento: 25 de fevereiro de 1996, Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Evoé, Caio!

12 de Setembro de 2019.

 

 

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Blog do Pedlowski

vale brBombeiros trabalham na área destruída pelo derramamento de rejeitos da Vale em Brumadinho (MG).

Até onde se sabe, o rompimento da barragem do Fundão da Mineradora Samarco (Vale +BHP)pegou mais ou menos de surpresa a população de Bento Rodrigues.  Entretanto, o mesmo não pode ser dito no caso dos reservatórios de rejeitos da Vale que romperam ontem (25/01) em Brumafinho (MG).

É que o jornal “Em Tempo” publicou hoje uma matéria mostrando que no dia 10 de janeiro de 2019, a presidente de uma associação comunitária protocolou junto ao Ministério Público um pedido de cancelamento da licença de operação da chamada Mina do Córrego do Feijão (ver documento abaixo).

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Em outro documento disponibilizado pelo “The Intercept”, fica demonstrada a tentativa dos representantes do FÓRUM NACIONAL DA SOCIEDADE CIVIL NA GESTÃO DE BACIAS HIDROGRÁFICAS de retirar da pauta do Câmara de Atividades Minerárias – CMI/Copam    do estado de Minas…

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via Sabrina Bittencourt, mulher que ajudou a desmascarar João de Deus, comete suicídio — Cenário Capital

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Jamaica, Barbados, Costa Rica e mais cinco nações implementaram a medida que busca a redução da contaminação dos mares e o volume de dejetos gerados. A medida começou a vigorar partir do dia 1º de Janeiro deste ano, data que representa a luta contra a degradação ambiental e contra o flagelo da contaminação plástica nestes países. Segundo informações do governo jamaicano, pela agência cubana de imprensa latina, os plásticos e embalagens de espuma de poliestireno formam sete dos dez principais elementos despejados nas costas e representam mais de 50% do lixo.

Segundo dados da O.N.U. , o mundo consome cinco bilhões de sacolas plásticas por ano, principalmente as que são feitas com poliestireno, um polímero simples e econômico derivado do petróleo e que demora 400 anos para a sua degradação. A espuma de poliestireno (outro derivado do petróleo utilizado principalmente em embalagens térmicas) demora 500 anos para se desfazer.

O organismo mundial prevê que se seguir este padrão de produção e uso, para 2030 o mundo chegará a produzir 619 milhões de toneladas de plástico anualmente.

Na região, o Haiti foi o primeiro a proibir o uso destes elementos em 2012. Outros países também já fizeram o mesmo.

Aguardamos que esta medida chegue logo ao Brasil e se espalhe com rapidez para o mundo.

 

 

fonte:  Semana Sostenible – ideas que se vuelven acciones

(tradução: Carlos Antonholi)

 

 

 

queconceito

(tradução: Carlos Antonholi . imagem : queconceito.com)

 

As pessoas estão imbuídas ao extremo em um sistema estabelecido que é incapaz de conceber alternativas para os critérios impostos pelo poder.

Para alcançar seu objetivo, o poder lança o entretenimento vazio afim de inchar a nossa sensibilidade social e nos acostumar a ver a vulgaridade e a estupidez como se fossem as coisas mais normais do mundo, nos incapacitando, assim, de alcançar uma consciência crítica da realidade.

No entretenimento vazio, o comportamento desrespeitoso é considerado como elemento positivo e temos este exemplo exposto de forma clara em alguns programas televisivos. O futebol é outra maneira, mais eficaz talvez, que tem o sistema estabelecido para distrair a sociedade.

Nesta subcultura do entretenimento vazio, o que se promove é um sistema baseado nos valores do individualismo possessivo, em que a solidariedade e o apoio mútuo são considerados como algo ingênuo. No entretenimento vazio tudo está pensado para que o indivíduo suporte estoicamente o sistema estabelecido sem repreender. A história não existe, o futuro não existe, apenas o presente e a satisfação imediata são relevantes. Por isso não é estranho que se proliferem os livros de autoajuda, o misticismo e as  variantes do clássico “como tornar-se milionário sem esforço”. 

Em última instância do que se trata no entretenimento vazio é a de nos convencer de que nada se pode fazer contra ele. De que o mundo é assim e de é impossível mudar. Que o capitalismo e o poder opressor do Estado são tão naturais e necessários como a própria força da gravidade. Por isso é normal escutar : “é algo muito triste, porém sempre tem havido pobres oprimidos e ricos opressores e sempre haverá. Não há nada que se possa fazer. “

O entretenimento vazio tem conseguido a proeza extraordinária de fazer com que os valores do capitalismo sejam também os valores daqueles que se vêem escravizados por ele. E isto não é algo recente. Étienne de La Boétie, no século XVI,  deixou claro seu estupor em seu pequeno “Discurso da Servidão Voluntária” no qual constata que a maior parte dos tiranos perduram, exclusivamente, devido ao consentimento dos próprios tiranizados.

O sistema estabelecido é muito sutil e com sua estupidez forja nossas estruturas mentais. Ele se vale do púlpito que todos temos em nossas casas: a televisão. Nela não há nada que seja inocente, em cada programa , em cada filme, em cada notícia, sempre resume os valores do sistema estabelecido e sem que tomamos conta, acabamos por acreditar que a verdade é assim, nos introduz seus valores em nossas mentes.

O entretenimento vazio existe para ocultar a evidente relação entre o sistema econômico capitalista e as catástrofes que assolam o mundo. Por isso é necessário que exista o espetáculo: para que enquanto o indivíduo se degrada afundando no lixo em que submete o poder pela televisão, não enxerga o óbvio, não protesta e continua permitindo que os ricos e poderosos aumentem seu poder e riqueza, enquanto os oprimidos seguem padecendo e morrendo em meio a suas existências miseráveis.

Se seguirmos a permitir que o entretenimento vazio continue modelando nossas consciências, e portanto o mundo, a seu capricho, terminará por nos destruir, porque seu objetivo não é outro senão o de criar uma sociedade de homens e mulheres que abandonem seus ideais e aspirações que os fazem rebeldes, para conformar-se com a satisfação de necessidades induzidas pelos interesses das elites dominantes.

Assim, os seres humanos ficam despojados de toda personalidade, convertidos em animais vegetativos, sendo desativada por completo a velha ideia de lutar contra a opressão, transformados em um grupo de egoístas desenfreados, ficando as pessoas solitárias e desvinculadas das outras, absortas na exaltação de si mesmas.

Desta maneira, os indivíduos ficam sem vontade de mudar as estruturas opressoras (que já não são mais percebidas com tal), já não restam mais forças nem coesão social para lutar por um mundo mais justo.

Ainda, se quisermos reverter tal situação de alienação a que estamos submetidos, resta apenas, como sempre, a luta, a contraposição aos valores do espetáculo vazio para o surgimento de uma nova sociedade. Uma sociedade em que a vida dominada pelo absurdo deste acontecimento seja apenas uma lembrança de tempos estúpidos em que os seres humanos permitiram em que suas vidas foram manipuladas de modo tão obsceno.

 

(tradução livre de Carlos Antonholi para o texto de Fernando Navarro – La Haine – AnnurTv.com)

 

 

[Duke/O Tempo]

via Duke — VILLASNEWS

Valter Hugo Mãe ficou em Belo Horizonte quatro dias. Participou do “Sempre um Papo”, visitou o Inhotim e o Museu de Artes e Ofícios, ganhou de Ronaldo Fraga e Ivana um jantar delicioso no Grande Hotel, Rodrigo e Paulo Pederneiras serviram um ensaio matutino especial na sede do Grupo Corpo. Atacou fervorosamente os sebos, enchendo […]

via Valter Hugo Mãe visita BH e deixa um texto para os brasileiros — Blog do Afonso Borges

Leonardo Boff

René Girard (1923-2015), pensador e filósofo francês, o maior sábio que conheci na minha vida e esteve com teólogos da libertação no Brasil em 1990, dedicou grande parte de sua vasta obra a estudar a violência, especialmente a necessidade de uma sociedade, de criar um bode expiatório (ver O bode expiatório 1982).

Por esse mecanismo do bode expiatório, a população é levada a descarregar a corrupção que está difusa e concentrada nos grandes corruptos e corruptores nas costas de um só, do PT, com a finalidade de esconder a própria corrupção. Com isso, toda a sociedade passa a esquecer os reais corruptos e a pensar que que ela está somente no PT no qual se despeja toda a raiva e o ódio. É feito bode expiatório já testemunhado na Biblia. Os hebreus punham em cima de um bode todos os pecados e malfeitos do povo e o enviavam para o…

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Blog do Gerson Nogueira

latuff-600x483Por Francisco Assis – Jornal Público (Lisboa)

Com tantas e tão importantes coisas a ocorrerem na Europa, sinto-me impelido a escrever, uma vez mais, sobre o Brasil. Por estes dias, que correm tumultuosos e quase insanos, não é só o destino imediato do seu país que está nas mãos do povo brasileiro. É algo bem mais vasto. Nem sempre é fácil destrinçar a linha, por vezes muito ténue, que separa a civilização da barbárie. O próprio movimento civilizacional engendrou historicamente múltiplas formas de barbárie. Há, porém, ocasiões em que essa demarcação se pode estabelecer com absoluta nitidez. Quando assim é, tudo se torna simultaneamente mais simples e mais dramático. Conhecemos alguns episódios da história europeia, penosamente trágicos, em que facínoras de índole antidemocrática e antiliberal se guindaram ao poder por via do voto popular. Não ignoramos o que daí resultou. É por isso mesmo que, no próximo domingo, os…

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via MARIANO

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